segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Nossa familia ao final de 2020



Acabou 2020 e nossa família atravessou o ano de Pandemia de Covid19 com várias dificuldades.

Era 11 de março quando tudo mudou: era o primeiro de 10 dias de férias que eu iria tirar; só voltaria dia 23 de março ao trabalho.

Mas o Governador começou a fechar Brasília aquela noite ainda. Eu corria no Quadradão. Recebi a notícia ainda suado, na segunda volta.

No dia seguinte, Ana Clara e Carol já estavam em casa, sem aula. A aula da Ana voltou cerca de 25 depois, mas totalmente ONLINE. E assim foi até o último dia 03 de dezembro. Ela vai para o terceiro ano do Fundamental. Carol só voltou ao trabalho dia 30 de junho, quando o Governador ordenou retorno online também. Eu mesmo já trabalhava desde o dia 23 de março, sem parar. Minhas próximas férias seriam apenas em novembro, OITO MESES DEPOIS. Quando isso aconteceu, eu já estava exausto.

Sinto João mais elétrico do que Ana quando esta era pequena. Precisamos ser mais firmes com ele, pois seu gênio é complicado. Ele já tem um ano e meio de vida. Ana começou a usar óculos há cerca de um mês.

Fizemos melhorias na casa, mas, conforme eu havia previsto, tanto tempo juntos só ia nos desgastar ainda mais. Eu e Carol completamos 10 anos juntos esta semana; nunca havíamos passado tanto tempo juntos. E sabemos que isso não seria legal, já que a gente não se gosta tanto assim.

O fato é que nossa família está se fragmentando; Caroline fez questão de dizer - pra todo mundo ouvir - e escrever que me odeia (o que nunca foi novidade pra mim). Os xingamentos bateram recorde este ano. Minha morte foi expressamente desejada, por inúmeras vezes. Mas estou vivo.

A Pandemia segue em 2021. Não sabemos o que será de nós enquanto casal. Enquanto pais, cabe-nos cuidar de João Miguel e de Ana Clara. O Fred está sob meus cuidados, pois teve diagnóstico complicado recentemente (coração, próstata e pâncreas). Fred, como sempre, eu grande companheiro.

No trabalho, desde dezembro do ano passado estou em um gabinete melhor. Desde o dia 11 de março estou em teletrabalho, então isso complicou muito as coisas, pois foi muito difícil trabalhar aqui em casa.

2020 foi um ano ruim, devo admitir. Em todas as áreas.

Espero um 2021 com melhoras. Que a gente acerte no ensino da Ana, nos cuidados com João, na atenção ao Fred. Que a gente cuide da saúde física e da mental também. Que a gente brigue e discuta menos. Que a gente despenda tempo com o que realmente importa e faz diferença.

Que eu corra mais no Quadradão.

Porque 2020 é um ano que deveria ser esquecido. Completamente. Poucos foram os bons momentos. Poucos mesmo. Dentro e fora de casa. Mas dentro de casa foi bem mais tenso.

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