segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Uma grande etapa vai chegando ao fim...

É primavera do ano de 2016. Acabo de completar 32 anos de vida. Neste exato momento consigo visualizar os clarões das trovoadas provocadas pela chuva que parece se aproximar, vindo da região de Santa Maria e Gama. Mas aqui dentro de casa parece fazer uns 28 graus, ao passo que lá fora deve estar fazendo uns 16 graus. Digo isso porque pouco antes da meia-noite passei com meu amigão Fred - que hoje está adoentado, em função do velho problema de érnea. O tempo chuvoso começou há cerca de dez dias em Brasília e ainda não testemunhei da minha janela nenhum grande temporal - alguns já ocorreram, inclusive com granizo por aqui, mas tive o azar de ou estar trabalhando ou estar na faculdade nesses lindos momentos. Diga-se de passagem, o DF vive uma das maiores estiagens de todos os tempos. Muito embora o o tempo seco do meio de ano não tenha sido tão quente, choveu muito pouco entre 2015 w 2016, o que fez com que a maioria dos reservatórios entrassem na Primavera com menos de 40%  de suas capacidades, em média.
Foi exatamente essa nostalgia que me moveu a escrever no Blog, depois de tantos meses. Aliás, nem sei o porquê de tanto espanto, já que os longos intervalos entre as postagens se tornaram corriqueiros há anos. As chuvas certamente são mais frequentes que meus textos.
Ainda estou casado - completei 05 anos em agosto - e são óbvios os efeitos que o tempo desencadeia sobre esse instituto. Não é fácil viver com alguém além de si mesmo; é impossível viver só, tendo em vista estarmos sempre em conflito com alguém, ainda que esse alguém seja si próprio. Minha filha, Ana Clara, chegou aos 3 anos e meio de vida, com a graça divina. Está linda, com cara de moça! Toda vez que olho para ela tenho a sensação de fazer uma viagem retrô ultrassônica à minha infância, finalmente entendendo que fui uma criança que demandou muita atenção em seu silêncio. Mas o olhar da Ana Clara fala. E fala muito! Ela tem um espírito decidido, tem foco e é determinada. Não fui essa criança - quiça, nem mesmo hoje sei o que quero!
O Fred tem sido um importante ponto de equilíbrio. Vou me aproximando do fim da faculdade tentando administrar um casamento que parece não ter mais saída. Um quinquênio, a mesma idade do Fred! Chegando quase que diariamente depois das 22h, exausto pelo trabalho em um Promotoria Criminal de uma das cidades mais intensas do DF e por um curso superior pesado, que me suga ao máximo, restam uns minutos a dar atenção para a filha e outros para a sessão administrativa que diariamente tenho com minha esposa. Descoberto em 2013, o passeio da meia-noite é programa inadiável, que conta comigo e com o Fred, onde o silêncio e a reflexão dão a tônica. Depois disso, o sofá que minha sogra recentemente nos deu de presente recebe todo o cansaço de uma pessoa que evita falar sobre os desafios e cargas de um dia pesado, no intuito de preservar as pessoas da carga malévola que acaba acumulando em seu corpo e mente.
Minha avó tem câncer. Foi descoberto em maio. A família não está sabendo lidar com isso e isso me inclui. Foi um forte baque, pois sempre achei que não teríamos um caso dessa doença nem tão cedo. E se minha avó teve, qualquer um de nós, especialmente pelas condições modernas de ambiente - especialmente alimentação - podemos desenvolver câncer. Enfim, o trabalho espiritual precisa ser fortalecido, tanto para nós como para ela, pois todo dia tento imaginar o que se passa na cabeça dela. É um dilema.
Dei-me uma câmera fotográfica no meu aniversário. Não era exatamente a que eu queria, mas foi a que pude adquirir. Mas ela é excelente e vai ser um grande válvula de escape para momentos de tensão, já que o violão está quebrado desde semana passada, depois que tomou uma queda. E já que o assunto é válvula de escape, as corridas, que haviam desaparecido por meses, voltaram. É que o TCC está judiando: meu tema (audiência de custódia) está exigindo muita pesquisa, muita leitura. Além do mais, o maldito estágio prático, que o ano inteiro foi realizado no Fórum de Samambaia, acaba com minha disposição, pois além de me fazer acordar cedo, não contribui muito para minha prática jurídica - honestamente, aprendo muito mais com as triagens, leituras de pareceres e sentenças, atos corriqueiros na minha labuta no Ministério Público. Voltei a correr, já que havia chegado aos incríveis 103kg na metade deste ano. E correr é um dos atos mais prazerosos que tenho na vida! Setembro completou 10 anos que comecei a correr.
Estou com sintomas estranhos. Há um bom tempo. Vou ao urologista e ao proctologista para saber exatamente do que se trata. Estou enxergando muito mal. Preciso marcar um oftalmologista. Enfim, a idade chegou!
Sou uma pessoa feliz. Sou uma das poucas pessoas que trabalha onde sempre quis trabalhar - o que faz com que o trabalho seja menos estresse mais endorfina. Tenho uma linda filha - gostaria muito de ter outra - e um lar onde posso dar alguma contribuição para que ele seja engrandecido. O casamento ainda não amadureceu, mas eu não perco a fé!
Estou contando os dias! Não para a colação de grau, mas para a última prova do curso de Direito. É o fim de um forte ciclo. Vai sobrar tempo. Para família, para mim!
Eu levei uns quarenta minutos pra escrever esse texto. Enquanto escrevia, o tempo fechou feio. São 02 da manhã e o vento está derrubando tudo lá fora. Parece que a tempestade que eu estava aguardando vai acontecer agora!