Mais uma semana se passou. As postagens estão cada vez mais distantes entre si, não é mesmo?! Bom, mas eu não deixo de vir aqui; sempre que puder, cometerei esse ato prazeroso que é blogar.
Dia pesadinho, Monumenta, pá-pá-pá, tã-tã-tã e tal. Eu agradeço e louvo a Deus pelo meu serviço; minha vida mudou bastante depois dessa oportunidade. Estou passando por dias complicados lá, mas quem sabe não apareça uma nova oportundidade por aí, não é?
Vou discorrer hoje sobre a importância de se tomar decisões na vida. Sim, o assunto de hoje é incômodo para a maioria das pessoas - não para menos, dependendo da situação, até para mim - mas deve ser lembrado diariamente, pois o que se será amanhã começa a ser construído ontem.
Nesse sentido, vale ressaltar a importância de se ponderar os caminhos a servirem de alternativa. Há quem veja apenas bons caminhos (decidindo pela eliminação dos caminhos 'menos' bons); há os que enxergam apenas maus caminhos (nem preciso comentar) e os que enxergam bons e maus caminhos. (Em tempo: há os que não enxergam nada!).
Em que pese a existência de variáveis contextuais das mais diversas espécies, há que se decidir. Nem importa, ao menos a priori, se bom ou mau o caminho a se seguir. Porém, devo concordar: não é nada fácil.
Escolher a roupa na C&A, o livro na Fnac, o DVD no Amazon, o nome do próprio filho, qual curso tentar no vestibular... são decisões complicadas, apesar de, muitas vezes, rotineiras.
No entanto, a formação do caráter humano e da construção da personalidade passam por experiências tensas, marcadas por sérias e fortes tomadas de decisão. A ausência de uma peça fundamental no grupo familiar, em geral, intensifica esse processo de amadurecimento. Os efeitos, no entanto, divergem demasiadamente. Enquanto que algumas pessoas podem acelerar seu processo de independência pessoal, outros, no entanto, a despeito, tornam-se extremamente carentes, o que torna o processo de aprendizagem emocional e afetiva bem mais lento e oneroso.
A prática da tomada de decisões deve ser implementada cedo, em situações corriqueiras, aparentemente sem fim nem porquê. Há decisões que influenciam toda uma vida e é preciso ter treinado bastante essa habilidade para que o indivíduo não desperte no meio do caminho; e o pior: sem saber se deve ir em frente ou voltar ao ponto de origem.
É preciso coragem. É preciso vencer os medos ('velhos medos', para mim, é sempre uma expressão pleonástica). É preciso entender que tratam-se de anos de dedicação, de um processo de formação, de influência de culturas, enfim, uma verdadeira lapidação lenta e sistemática.
Dessa forma, é preciso ter em mente os riscos de uma decisão ousada, os benéficos e os maléficos. Ponderar corretamente todas as possibilidades positivas e negativas, muitas vezes, nos faz decidir rapidamente. E não há dúvida de que tal atitude apenas reflete a etapa atual do processo de transformaçao do homem que ali se configura. Amadurecimento não é uma variável em função linear, dependente apenas do fator tempo. Há que se levar em consideração os diversos contextos pelos quais passou o ser analisado.
Fé e coragem são elementos essenciais na busca dessa rota, da mais correta trilha.