segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Olhe sempre pra cá...

Eu tinha encontrado mais um motivo, mais uma razão para respirar, para lutar, para insistir neste mundo cruel. Em questão de semanas eu obtive a notícia, me assustei, repudiei, mas, como acontece com todo mundo, aceitei e PASSEI A AMAR...
Passei a ver como meu, como pedaço de mim. Passei a ver-me ensinando até o que ainda não sei.
É injusto!
É cruel!
Eu nunca havia sentido em minha vida tão forte dor, afinal, a morte ainda não havia me levado alguém de sangue. Foi a primeira vez. Sei que poderia ter sido pior, mas foi A PRIMEIRA VEZ... e foi uma parte de mim, não foi um parente...
O estrago psicológico é incalculável e seus efeitos são imprevisíveis.

Eu peço perdão, meu filho! Não poderei te levar à escola. Não poderei decorar seu quarto. Não poderei te ensinar os segredos e a magia escondidos nas notas musicais. Não jogaremos futebol.
Perdoe-me por não ter podido segurar sua mão quando você bravamente lutava pela vida. Espero que tenha gostado da minha voz e da minha forma de falar contigo.
Papai errou... e papai tá péssimo por isso... papai se sente o pior dos seres... como nunca se sentiu antes...
mas papai te ama, viu? sempre te amou... e assim como fez com a mamãe, papai tava lutando pelo seu futuro, viu? papai não quis que você tivesse as dificuldades que ele teve...

vai com Deus, viu? E lembra q papai te ama demais, viu?!

(Papai)

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